Outubro Rosa

5 de outubro, 2015
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Outubro é o mês que marca a luta contra o câncer de mama. O Brasil é um dos países a aderir ao movimento que já dura dez anos e começou na Califórnia. O “Outubro Rosa” é um esforço mundial para conscientizar e mobilizar a sociedade no combate à doença, principalmente o público feminino.
No Brasil, o câncer de mama é o tumor que mais mata as mulheres, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, o Inca. Para este ano são esperados 50 mil novos casos e aproximadamente 10 mil mortes. A maior incidência deve ocorrer nas regiões Sul e Sudeste, e a menor nas regiões Norte e Nordeste.
Não é a toa que o câncer de mama é uma das doenças mais temidas pelo público feminino. Além da freqüência com que ocorre e da quantidade de óbitos, o tumor pode causar muitas sequelas, físicas e psicológicas. A pior delas: a mutilação. Em alguns casos, há necessidade de retirada da mama, o que pode afetar a percepção da sexualidade e a imagem pessoal do paciente.
“A prevenção é a grande arma no combate ao câncer e quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura”. Quem faz a afirmação é o médico oncologista José Roberto Fígaro Caldeira, responsável pelo Serviço de Mastologia do Hospital Amaral Carvalho.
Para o especialista, alguns cuidados não podem ser descartados quando o assunto é prevenção do câncer de mama. A prevenção primária envolve hábitos de vida mais saudáveis. Mas, não pense que o segredo para se prevenir da doença está apenas numa boa caminhada. A prática de exercícios físicos deve ser acompanhada de uma dieta especial, pobre em gordura de origem animal, com muitas frutas, legumes e verduras. Também é necessário diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas, principalmente os destilados, e não fumar. É indicado que as mulheres também não abusem da terapia de reposição hormonal e amamentem seus filhos. Quanto à prevenção secundária, o importante é não deixar de realizar mamografias nem ultrassom das mamas quando indicado.

Mito ou verdade?

O uso de anticoncepcionais aumenta a probabilidade do desenvolvimento da doença?
Trata-se de assunto controverso. Sabemos que de 60% a 70% dos tumores mamários são hormônio dependentes, isto é, são alimentados pelo estímulo hormonal. Portanto, todo cuidado é pouco. Os tumores de mama estão se manifestando em faixa etária mais jovem, justamente naqueles pacientes cujas mamas são de difícil avaliação clínica e radiológica (pela mamografia), necessitando muitas vezes do ultrassom complementar.

Há alguma relação do uso de sutiã com o câncer de mama?
Não há relação entre tipo de sutiã e câncer de mama. A mulher deve optar pelo mais confortável.

A partir de que idade a mamografia deve ser feita?
É recomendável realizar mamografia anual a partir dos 40 anos. Se houver histórico familiar de câncer de mama em parentes de 1º grau, deve-se realizar mamografia a partir dos 30 anos, seguida de ultrassonografia.

Há casos em que a mamografia pode não identificar a doença?
Sim, nas chamadas mamas “densas”, geralmente pacientes jovens, abaixo dos 40 anos.

Alguns sintomas podem indicar o câncer de mama?
Sim. Nódulo mamário palpável; saída de sangue pelo mamilo ou secreção límpida; engrossamento da pele da mama (edema de pele), seguido ou não de vermelhidão na mama; retração do mamilo; gânglios (nódulos) duros palpáveis na axila ou base do pescoço.

Homens também têm câncer de mama?
Sim. Homens têm câncer de mama na proporção aproximada de um homem para cada 100 mulheres. O principal sintoma é o nódulo mamário, seguido de secreção mamilar com sangue.