Aberto do Itanhangá: Tourinho lidera entre os amadores

10 de outubro, 2014

Foto crédito / Fábio Vicente

Por Ricardo Fonseca (golfe.esp.br)

Num dia marcado pelo forte calor, oito eagles e muitos resultados abaixo do par, Guilherme Oda, do Damha, e Rafael Barcellos, do São Paulo, jogaram 67, cinco abaixo, e mantiveram a liderança da competição profissional do 52° Campeonato Aberto do Itanhangá Golf Club, torneio com R$ 50 mil em prêmios, patrocínio do Azeite 1492 e apoio da Renault Eiffel e do empreendimento imobiliário Ilha Pura. Oda e Barcellos, líderes da véspera, com 69, somam agora oito abaixo do par e tem uma de vantagem sobre Felipe Navarro, do São Paulo, que também jogou 67 para somar sete abaixo e completar o grupo dos líderes para a volta deste sábado.

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Oda fez seis birdies nos primeiros oito buracos e liderou o torneio até o buraco final, quando um bogey no 18, o buraco mais traiçoeiro do campo, custou-lhe a liderança isolada. Quinta-feira, na volta de abertura, Oda já havia entregado a liderança isolada com outro bogey no 18, um par 4 de 442 jardas do tee dourado, com água do tee ao green dos dois lados da raia, famoso por decidir muitas competições profissionais. Foi lá, com um tiro na água no 18, que o irlandês Padraig Harrington entregou o título do Brasil 500 anos Open, em 2000, primeiro torneio do Tour Europeu disputado no Brasil.

Destaques – Barcellos também teve um forte começo, com quatro birdies nos cinco primeiros buracos, antes de devolver duas tacadas para o campo. O gaúcho que joga em São Paulo recuperou-se com três birdies nos buracos finais, o último deles no 17, para voltar à liderança. Navarro, que abriu o dia com um bogey no 2, reagiu com e eagles no 3 e no 5, dois pares 5, e ainda fez birdie no 9 para jogar 32 de ida. Ele ainda fez bogey no 12 e birdies no 14 e no 15 para jogar o terceiro 67 do dia.

Quem também jogou 67, igualando a melhor volta do torneio até agora, foi Tiago Silva, gaúcho radicado no Rio, que fez um eagle, quatro birdies e um bogey em sua volta, para somar seis abaixo e ficar sozinho em quarto. Odair Lima, de Maringá, fez quatro birdies e a única volta sem bogeys da rodada para ficar em quinto, com cinco abaixo no total. Leonardo Brasil também fez quatro birdies e um bogey para marcar 69, somar quatro abaixo e ficar sozinho em sexto.

Ronaldo Francisco, número 1 do Brasil em quatro dos últimos cinco anos, que defende a equipe YKP/Azeite 1492, abriu o dia com eagle no 3 e fez mais três birdies para ao 17 com cinco abaixo no dia e perto da liderança. Mas um bogey no 17 e um duplo bogey no 18 o fizeram jogar 70 e cair para oitavo lugar, com três abaixo. Pablo de la Rua, que fez um eagle e cinco birdies para jogar o quinto e último 67 do dia, vem em oitavo, com uma abaixo do par. Apenas os 17 primeiros colocados com cinco acima, ou melhor, classificaram-se para disputar os prêmios em dinheiro no final de semana.

Visitas ilustres – A rodada desta sexta-feira foi marcada por duas visitas ilustres ao Itanhangá. Uma delas foi a de Antônio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha, de 88 anos, um empresário apaixonado por esportes e que se tornou um dos mecenas do golfe brasileiro, ajudando a fundar e financiar a Confederação Brasileira de Golfe e diversos profissionais, não só do golfe, mas também de outros esportes, e com um círculo de amizades que vai de Pelé e Bernardinho a Lázaro Brandão e Gustavo Kuerten, passando por Ayrton Senna e Carlos Arthur Nuzman. No golfe, foi grande incentivador da carreira de Navarrinho, a quem viu jogar nesta sexta-feira ao passear de cart pelo campo ao lado do head-pro Antônio Lins.

A outra visita ilustre foi a do ator Rodrigo Lombardi, que se aproximou do golfe graças a outros atores da Rede Globo, mas hoje é talvez o mais apaixonado deles pelo esporte. Aproveitando uma rara folga entre gravações de novelas e ensaios, Lombardi percorreu os 18 buracos do campo a pé assistindo a volta do grupo de Ronaldo, Barcellos e Odair. Foi brindado com jogadas inesquecíveis que ele aposta vão ajudá-lo a melhorar seu próprio jogo.

Amadores – Nesta sexta começou também a competição amadora do Aberto do Itanhangá, um clube que voltou a transformar seus torneios em grandes eventos, sob o comando do empresário Sergio Carpi, presidente de clube e também o maior patrocinador do golfe fluminense e um dos principais do Brasil, através do Azeite 1492, uma das operações do Grupo Libra. O Aberto feminino do Itanhangá, há 15 dias, já voltou a seus tempos áureos, e o Aberto Masculino segue os mesmo passos, com a volta dos profissionais, que não participam do evento desde 2011, ano em que Ronaldo venceu.

A competição amadora também começou com excelentes resultados e a liderança de André Tourinho, que tenta vencer o Aberto de seu clube pela terceira vez, depois de ter sido campeão em 2006 e 2007 e deixado de disputar o torneio por ter ido morar, estudar e jogar nos EUA. Tourinho fez seis birdies e dois bogeys para jogar 68 (-4) e se isolar na liderança da competição que terá 54 buracos.

Abaixo do par – Apenas mais dois amadores jogaram abaixo do par: o paulista Pedro Nagayama, que jogou 70, com um eagle e quatro birdies – também fez um duplo bogey e dois bogey -; e Thomas Sampaio, o Batatinha, do Gávea, que vinha com três birdies até entregar duas tacadas nos dois buracos finais e terminar com 71 (-1), sozinho em terceiro.

Mas a volta mais impressionante do dia foi a de Daniel Kenji Ishii, que fez cinco birdies nos primeiros sete buracos para disparar na liderança. Mas ele fechou a primeira metade do percurso, com um bogey no 8 e duplo bogey no 9, onde jogou a bola fora de campo, e ainda fez mais dois bogeys nos nove buracos finais para voltar ao par do campo e ficar sozinho em quarto.

Número 1 – Já o juvenil gaúcho Herik Machado, número 1 do Brasil, fez o caminho inverso, ao abrir o dia com bogey e duplo bogey e jogar quatro acima de ida, antes de reagir na volta final com dois birdies e um eagle, além de novo bogey no 18. Jogou 73, uma acima, para ficar em quinto, e tentar provar nos dois dias finais que seu apelido de Galo Cinza, o bom de briga e recuperação, continua apropriado.

Haverá ainda mais três categorias amadoras em 36 buracos, com jogos apenas neste sábado e domingo, para os golfistas com handicap de 8,6 a 14; de 14,1 a 22,1; e de 22,2 a 29,3. O primeiro Aberto do Itanhangá foi disputado em 1962, graças ao esforço, entre outros, de Fabio Egypto, então capitão do clube. Desde então, a competição tornou-se uma das mais importantes do Brasil e, este ano, além de distribuir pontos para o ranking brasileiro, vale também para o ranking mundial amador.